Os vinte e um elementos do clube, como vem sendo habitual, foram selecionados com base num trabalho que tiveram que realizar durante o processo de candidatura. Eis um exemplo:
"... dou conta (...) que não podemos vencer esta batalha para salvar espécies e ambientes sem criarmos um laço afetivo com a natureza, pois não lutaremos por salvar aquilo que não amamos (mas só apreciamos de um modo abstrato)"
Stephen Jay Gould, 1993
Stephen Jay Gould, 1993
Edição 2018/19
Novo ano, novos participantes. A essência do projeto mantém-se: O Clube de Ciências da Natureza é... UMA ESCOLA SEM MUROS!
O final do ano letivo aproxima-se...
Durante o mês de maio fizemos várias saídas de campo. Tivemos também uma sessão na escola para atualizarmos os cadernos de campo. Muitos foram os nossos focos de interesse: observação de aves, estudo de plantas e prospeção de vertebrados e invertebrados, terrestres e aquáticos.
Ir para o campo e desenvolver trabalhos de pesquisa é também usufruir da natureza e partilhar essa sensação de bem-estar com os amigos...
O estudo das aves da trilha prolonga-se ao longo do ano letivo. Só assim conseguimos perceber quais são as espécies residentes (aquelas que permanecem na região durante todo o ano) e aquelas que frequentam a região por um período limitado de tempo, como acontece com as visitantes de inverno, visitantes de verão ou ainda com as visitantes acidentais.
AQUI) acrescentamos mais algumas à nossa lista deste ano letivo:
- Verdilhão (Carduelis chloris)
- Lugre (Carduelis spinus)
- Chapim-azul (Cyanistes caeruleus)
- Chapim-carvoeiro (Periparus ater)
- Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica)
- Pega-rabuda (Pica pica)
- Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea)
- Milhafre-preto (Milvus migrans)
Com a chegada do calor surgiram milhões de insetos que povoaram os campos em volta da trilha. Como seria de esperar, os elementos do clube prestaram-lhes a devida atenção.
O trabalho de prospeção de animais levou-nos a percorrer campos e matas na região envovente da Trilha da Serra de Canelas. Localizámos antigas tocas de texugo e observámos diversos invertebrados, principalmente insetos e aranhas. Fizemos também pesquisa de animais aquáticos com auxílio de redes. Conseguimos observar uma rã-verde (Rana perezi) e diversos girinos.
O treino do estudo das plantas começou a dar os seus frutos. A sua identificação até ao género ou, em certos casos, até à espécie, prosseguiu com muito mais eficácia.
Durante o estudo das plantas encontrámos um curioso cogumelo com um cheiro horrível a carne podre e forma de falo cujo nome científico é Phallus impudicus. Quando lá regressámos na saída seguinte estava já a secar...
Ir para o campo e desenvolver trabalhos de pesquisa é também usufruir da natureza e partilhar essa sensação de bem-estar com os amigos...
![]() |
| No Clube de Ciências estudamos a natureza ao mesmo tempo que usufruímos da sua beleza. |
![]() |
| A camaradagem e o sentido de entreajuda fazem parte do espírito do clube! |
O estudo das aves da trilha prolonga-se ao longo do ano letivo. Só assim conseguimos perceber quais são as espécies residentes (aquelas que permanecem na região durante todo o ano) e aquelas que frequentam a região por um período limitado de tempo, como acontece com as visitantes de inverno, visitantes de verão ou ainda com as visitantes acidentais.
![]() |
| O estudo das aves da trilha prolonga-se ao longo do ano letivo. |
AQUI) acrescentamos mais algumas à nossa lista deste ano letivo:
- Verdilhão (Carduelis chloris)
- Lugre (Carduelis spinus)
- Chapim-azul (Cyanistes caeruleus)
- Chapim-carvoeiro (Periparus ater)
- Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica)
- Pega-rabuda (Pica pica)
- Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea)
- Milhafre-preto (Milvus migrans)
Com a chegada do calor surgiram milhões de insetos que povoaram os campos em volta da trilha. Como seria de esperar, os elementos do clube prestaram-lhes a devida atenção.
![]() |
| Só com muita atenção se conseguem observar muitos destes espantosos animais que são verdadeiros mestres da camuflagem. |
![]() |
| Algumas das espécies de insetos têm um importante papel no processo de transporte de pólen (polinização). Podemos mesmo afirmar que são os principais agentes polinizadores. |
O trabalho de prospeção de animais levou-nos a percorrer campos e matas na região envovente da Trilha da Serra de Canelas. Localizámos antigas tocas de texugo e observámos diversos invertebrados, principalmente insetos e aranhas. Fizemos também pesquisa de animais aquáticos com auxílio de redes. Conseguimos observar uma rã-verde (Rana perezi) e diversos girinos.
![]() |
| As equipas do Clube de Ciências encontraram diversas tocas de texugo que fazem parte da rede de galerias escavadas por estes animais que vivem em comunidade. |
![]() |
| Pesquisa de animais aquáticos. |
![]() |
| A metodologia de trabalho permaneceu a mesma: dois elementos pesquisam e propõem em conjunto a identificação de uma dada planta. |
![]() |
| Phallus impudicus é uma espécie de cogumelo com um cheiro muito intenso que se sente a vários metros de distância. |
![]() |
| Voltamos para o observar na saída seguinte, preparados com um guia de campo de cogumelos, mas estava já a secar. |
Investigando plantas
Habitualmente a maioria elementos do clube tem preferência pelos animais, principalmente vertebrados. Este ano, porém, todos foram entusiastas do estudo das plantas. As plantas da Trilha da Serra de Canelas constituíram, assim, um importante foco da nossa atenção. Convém salientar que, uma vez que o clube é de frequência voluntária e livre de quaisquer obrigações programáticas, as atividades desenvolvidas devem obedecer aos interesses dos seus participantes.
Uma vez identificadas, foram colhidas flores das plantas para secar dentro do caderno de campo. Os cadernos de campo foram colocados em casa por baixo de livros pesados para prensar as flores.
Mais tarde, nas escola, as equipas colaram as flores secas no caderno de campo, junto a uma estampa representativa da espécie, ou do género, e de informação entretanto recolhida: nome vulgar, nome científico, propriedades medicinais e/ou venenosas em alguns dos casos.
O trabalho em torno das plantas permitiu-nos observar coisas muito interessantes e rever assuntos que estão a ser lecionados no 6ºano.
![]() |
| Identificação de uma planta a partir de um guia de campo. Este trabalho exige uma atenta observação dos pormenores: número de pétalas, de estames e carpelos, forma das folhas,... |
![]() |
| Fumária (Fumaria sp.). Flores cortadas para identificação e posterior secagem. |
![]() |
| Silene sp. |
![]() |
| Os binóculos, esses andaram sempre connosco porque nunca sabemos o que pode aparecer e temos que estar sempre prontos. A natureza é cheia de surpresas! |
![]() |
| Identificação da espécie Lamium maculatum. |
Uma vez identificadas, foram colhidas flores das plantas para secar dentro do caderno de campo. Os cadernos de campo foram colocados em casa por baixo de livros pesados para prensar as flores.
![]() |
| Flor de Echium sp. colocada num caderno de campo para secar. |
![]() |
| Colagem de uma planta que foi previamente seca e prensada num caderno de campo. |
![]() |
| Caderno de campo de um dos elementos do clube. |
![]() |
| Pudemos observar inúmeros agentes polinizadores deliciando-se com pólen e/ou néctar das flores. |
![]() |
| Alguns acabaram por servir de refeição às aranhas-das-flores que esperam pacientemente pelas suas vítimas. |
![]() |
| Efeito do vento na dispersão das sementes de dente-de-leão. |
Há trabalho para além do estudo das aves...
As aves são sempre um dos grupos animais a que prestamos mais atenção. São relativamente fáceis de observar, depois do domínio da utilização dos binóculos, e causam sempre enorme fascínio nos elementos do clube quando se apercebem da enorme diversidade de formas e cores. No entanto, a nossa atenção incide também sobre outros aspetos igualmente interessantes. Fica aqui um pequeno apanhado:
![]() |
| Identificação de um loureiro através das propriedades aromáticas das suas folhas. |
![]() |
| Depois da identificação desta árvore, um sobreiro (Quercus suber), uma participante procura retirar uma amostra de cortiça para guardar na sua coleção de elementos naturais. |
![]() |
| Musaranho-de-dentes-brancos-grande (Crocidura russula). Para saber mais informações sobre a espécie clicar AQUI. |
![]() |
| Fase de pesquisa de elementos sobre a espécie. |
![]() |
| Observação de uma toca de texugos (Meles meles) outrora ocupada. Ver informação AQUI e AQUI. |
![]() |
| Registo da observação no caderno de campo. |
![]() |
| Joaninha-de-sete-pintas (Coccinella septempunctata) prestes a levantar voo do dedo de uma participante do clube. |
Etiquetas:
alunos em ação,
invertebrados da Trilha,
mamíferos da Trilha
Chapim-rabilongo
Ave pequena e bastante discreta, o chapim-rabilongo forma pequenos bandos que voam de árvore em árvore, deixando-se geralmente observar sem grandes receios. É uma espécie inconfundível, assemelha-se a uma pequena bola com cauda comprida, devido ao seu corpo rechonchudo e bico curto.
Observa o vídeo para descobrires (ou relembrares) como é uma espécie tão bonita. Se olharmos para as aves ao longe e sem atenção parecem todas iguais, no entanto... há muitas surpresas que nos esperam se lhes prestarmos a devida atenção.
![]() |
| Elementos de uma equipa em trabalho de campo. |
![]() |
| Enquanto observam as aves, estas alunas mantêm-se protegidas por um muro a fim de não afugentarem as aves. |
![]() |
| Registo das informações obtidas sobre o chapim-rabilongo. |
Bilhete de identidade:
Nome vulgar: Chapim-rabilongo.
Nome científico: Aegithalos caudatus
Filo: cordados
Classe: aves
Habitat: bosques, jardins e charnecas.
Comprimento: 13,5 - 14,5 cm.
Dimorfimo sexual: não existe.
Alimentação: insetos e sementes
Tipo de ocorrência: ocasional.
Carriça
Há medida que os anos de clube vão passando, cada vez é mais difícil encontrarmos espécies de aves que não foram ainda observadas em edições anteriores. No entanto, há sempre algumas novidades para revelar. Hoje vamos falar da carriça (Troglodytes troglodytes).
Não se trata de uma espécie particularmente rara ou em vias de extinção. É, na verdade, pouco comum na região abrangida pela Trilha, mas o facto de ser muito pequena e pouco colorida ajuda também a explicar a razão de nunca a termos avistado.
As carriças são inconfundíveis. São das mais pequenas aves da fauna portuguesa. Mantêm a sua pequena cauda muito levantada enquanto procuram ativamente pequenos insetos em árvores e arbustos que percorrem rapidamente. Acompanhá-las com binóculos nem sempre é fácil dada a sua agilidade!
Bilhete de identidade:
Nome vulgar: Carriça
Nome científico: Troglodytes troglodytes
Filo: cordados
Classe: aves
Habitat: jardins, bosques, pântanos e costas marítimas rochosas.
Comprimento: 8 - 12 cm.
Dimorfimo sexual: não existe.
Alimentação: insetos
Tipo de ocorrência: desconhecida.
Não se trata de uma espécie particularmente rara ou em vias de extinção. É, na verdade, pouco comum na região abrangida pela Trilha, mas o facto de ser muito pequena e pouco colorida ajuda também a explicar a razão de nunca a termos avistado.
![]() |
| O trabalho associado à observação de aves exige silêncio, paciência e contenção de movimentos para não as afugentar. |
![]() |
| A observação de aves tão pequenas e irrequietas como a carriça exige muita concentração e um bom domínio da utilização dos binóculos. |
![]() |
| Início do processo de pesquisa sobre a biologia da carriça. |
![]() |
| Pesquisa de informação num guia de campo. |
Bilhete de identidade:
Nome vulgar: Carriça
Nome científico: Troglodytes troglodytes
Filo: cordados
Classe: aves
Habitat: jardins, bosques, pântanos e costas marítimas rochosas.
Comprimento: 8 - 12 cm.
Dimorfimo sexual: não existe.
Alimentação: insetos
Tipo de ocorrência: desconhecida.
De regresso à escola...
Após várias sessões realizadas no campo, as equipas permaneceram na escola a fim de atualizarem os seus cadernos de campo. Este trabalho, já explicado em edições anteriores, implica a pesquisa de informações em guias de campo e a utilização de imagens representativas das espécies observadas...
Todo trabalho é feito em equipa. Cada elemento fica encarregado de realizar a pesquisa sobre uma espécie e transmite aos restantes elementos as informações obtidas.
![]() |
| Consulta de um guia de campo de aves para obtenção de informações sobre a biologia do peneireiro-vulgar. |
![]() |
| Fase de registo das informações obtidas sobre a rola-turca. |
![]() |
| Registo no quadro do nome vulgar e do nome científico da espécie pesquisada para que os restantes elementos os possam copiar sem erros ortográficos. |
![]() |
| Partilha de informações com os restantes elementos da equipa. |
![]() |
| Registo das informações no caderno de campo. |
![]() |
| Imagem do caderno de campo de um dos elementos do clube. |
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















































